Em entrevista, Ricardinho fala sobre seleção e diz que quer ficar no Vôlei Futuro

Feliz, maduro e agora completo. Esse é o sentimento atual do levantador Ricardinho, atleta do Vôlei Futuro e que está de volta à seleção brasileira depois de cinco anos afastado. Na tarde de ontem, o levantador de 36 anos concedeu entrevista ao O LIBERAL na Uniprefe, academia do Vôlei Futuro, e falou um pouco sobre o sentimento de estar voltando a disputar um torneio mundial com a camisa amarelinha.

Ricardo está de bem com a vida. Em todas as perguntas feitas, sempre se posicionou sorrindo, feliz, mostrando que está realmente pronto para o seu tão esperado retorno. Apesar disso, o levantador recebeu a notícia de uma forma forma um pouco “perigosa”. “Eu estava no trânsito e recebi a ligação dos diretores do Vôlei Futuro, Basílio Torres Neto e Marcela Constantino, contando que eu estava na lista oficial. Encostei o carro para saber melhor da novidade e foi um prazer imenso, é uma honra muito grande saber que eu, com meus 36 anos de idade, fui convocado para uma seleção brasileira que, na minha opinião e na opinião de muita gente é uma das melhores seleções que existem no mundo”, afirmou. “Me passou muitas coisas na cabeça naquele instante porque ali sim foi a lista do Bernardinho, a lista oficial. Até então era uma pré-lista, que eu já tinha feito parte em 2010 e ali eu tive a sensação de que eu estava bem próximo das Olimpíadas de Londres”, afirmou o levantador.

Os pedidos para a volta de Ricardo à seleção brasileira não são de hoje. Não só a torcida do Vôlei Futuro, mas também muitos apaixonados pelo voleibol brasileiro defendiam a volta do levantador. Em 2010, Ricardo chegou a ser chamado para a pré-lista da Liga Mundial, mas não foi relacionado aos 18 nomes oficiais. Após o anúncio da pré-lista para a Liga Mundial deste ano ser divulgada, os apelos para a volta de R17 eram constantes e, de certa forma, pesaram na convocação. Para Ricardo, esse apoio serviu como motivação. “Para ser sincero, eu não pensei se isso pensou ou não. No Brasil afora, por onde eu jogava, existia essa torcida realmente e parecia meio que uma torcida organizada, com coro e tudo mais e isso me deixou muito emocionado. O que me deixou muito empolgado foi isso e, mesmo que eu não fosse convocado, só de escutar isso de uma arquibancada da sua cidade, das pessoas na farmácia, no supermercado, só isso para mim já era uma convocação, já era como se eu estivesse lá”.

OLIMPÍADAS

Apesar de não ser 100% garantida a permanência de nenhum jogador nas Olimpíadas de Londres, provavelmente a equipe que disputará a Liga Mundial será a mesma nos jogos. Ricardinho vê o Brasil como um dos favoritos para a conquista de uma medalha. “O objetivo do Brasil é sempre de buscar o ouro. Eu mesmo participei de um ciclo muito vitorioso da Seleção, sei qual é o pensamento de todos lá e vejo o Brasil com chances enormes de conseguir trazer uma medalha, tanto na Liga Mundial, quanto nos Jogos Olímpicos”, disse.

Ricardo está fora do estafe nacional desde 2007, mas atua no Brasil, pelo Vôlei Futuro, desde 2010. No elenco atual, mesmo sem fazer parte da seleção há cinco anos, o levantador diz que entrosamento não será problema. “A maioria do pessoal que está no grupo, os mais novos, já faziam parte da seleção. Eram jogadores bem novos, mas que já participavam das nossas rotinas de treinamentos como o próprio Lucão, Éder e o Bruno. Os únicos que eu nunca tive contato nenhum são o Maurício (Sada/Cruzeiro) e o Lucarelli (Minas). O resto, praticamente 90% do grupo, eu já trabalhei ou em clubes ou na seleção”.

LORENA

“É um jogador com uma certa experiência, já passou por outras convocações e eu não considero nem um corte, e sim ele não ter sido incluso na participação dos treinamentos. Eu acho que ele tem que levar isso da melhor forma possível. Só de você estar em uma lista de 25 jogadores apenas dentre tantos que existem no Brasil, a melhor forma de levar é realmente tudo isso para o lado positivo. Fico triste por ele não estar do meu lado ali, não podendo ajudar ele a fazer o que ele fez nessa temporada inteira, mas bola para frente”.

BERNARDINHO

“Isso é uma coisa que eu falo faz muito tempo, desde o dia em que eu pisei aqui em Araçatuba, na minha apresentação, eu já vinha falando que já estava praticamente tudo curado, só que ainda não havia acontecido um bate-papo. Isso aconteceu semana passada, a gente conversou e foi muito bom”.

VÔLEI FUTURO

“Meu objetivo é ficar. Tenho propostas para sair do país mas não é a minha intenção. Minha intenção é continuar aqui nesse projeto tão maravilhoso, tão lindo. Todo mundo sabe, sempre falei e enquanto eu estiver aqui eu vou fazer o máximo possível para continuar e fazer com que a gente monte, se Deus quiser, uma grande equipe para a próxima temporada”.

Agora, Ricardo curte o último fim de semana de folga antes da apresentação à seleção brasileira, na próxima terça-feira, no Aryzão, o Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema (RJ). A primeira partida da seleção brasileira será contra o Canadá, onde o Brasil jogará nos dias 18, 19 e 20 de maio, no Ricoh Coliseum, em Toronto.

FONTE: @KaioEsteves – Jornal O Liberal

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